O que é o arquétipo materno? De que forma ele nos influencia, no nosso dia-a-dia?

Nas últimas semanas tenho-me deparado com mulheres que se cruzam no meu caminho, a grande maioria mães, que têm na sua vida bloqueios de ordens várias. Um desses bloqueios, e o que me chama mais a atenção por ser tão universal, é o complexo, ou arquétipo materno.

 

Amor Maternal Arquétipo Materno
“Amor Maternal” Carlo Facchinetti [Domínio público], via Wikimedia Commons
O que é isto do arquétipo materno?

A figura materna acompanha-nos desde que nascemos. A mãe biológica, aquela que cuida, que está ligada à nossa sobrevivência. Ela pode tomar a forma da nossa mãe, mas não só! Ela é a avó, a madrasta, a educadora nos berçários e creches, ela são todas as mulheres que, de alguma forma, contribuem para que nós tenhamos a nossa visão de Mãe, ou figura maternal.

Ela é também a Mãe Terra, a Natureza que nos nutre, a personificação do feminino das divindades que nos tocam. Mãe Maria, Kuan Yin, Vénus, Kamakshi…

Segundo Carl Jung, esta figura colectiva da imagem de Mãe é um arquétipo, ou seja, uma imagem primordial que se criou pela repetição sucessiva da mesma experiência durante gerações, criando um inconsciente colectivo.

Quando uma filha nasce, a pressão para seguir de alguma forma as pisadas da mãe é enorme. Talvez não de forma consciente, mas o inconsciente colectivo influencia a forma como pensamos de imensas maneiras, mesmo sem termos consciência disso.

Quem nunca ouviu alguma destas expressões (ou todas!)?

  • A menina tem de aprender a cozinhar para arranjar homem!
  • Ah, mas azul é para rapazes! Para ela tem de ser em cor-de-rosa!
  • O lugar da mulher é em casa, a tratar da família!

(entre tantas, tantas outras…)

Nos dias que correm estas expressões podem até já estar em desuso, podem até já ser vistas como retrógradas ou fora de tempo e ditas simplesmente de forma (mais ou menos) jocosa… Mas a verdade é que elas estão enraízadas na nossa sociedade, das formas mais subtis.

E de que forma todas estas ideias de Mãe e Mulher pré-concebidas nos afectam?

  • Quando nos privamos de fazer alguma coisa que até nos iria encher a Alma porque “parece mal”
  • Quando nos dedicamos ao papel de Mãe de Família sem olhar para nós, descurando os nossos desejos e necessidades
  • Quando somos a última pessoa na lista de pessoas de quem temos que cuidar!
  • Quando colocamos os nossos sonhos de lado para cuidarmos dos sonhos dos outros

Mas… Estaremos nós presas a este consciente colectivo? Não nos poderemos nós livrar dele?

CLARO QUE SIM!!!

Nenhum arquétipo pode ser reduzido a uma simples fórmula. Trata-se de um recipiente que nunca podemos esvaziar, nem encher. Ele existe em si apenas potencialmente e quando toma forma em alguma matéria, já não é mais o que era antes. Persiste através dos milênios e sempre exige novas interpretações. Os arquétipos são os elementos inabaláveis do inconsciente, mas mudam constantemente de forma.

Carl Jung

Todos os arquétipos podem ser mudados. Para isso é preciso mudar a forma como o inconsciente colectivo os percepciona.

Uma mudança perpetuada no tempo tem o poder de alterar o arquétipo correspondente.

A mudança está em ti!!!

Atreve-te a seguir os teus sonhos!

Atreve-te a desabrochar!

Atreve-te a recusar toda a herança que não ressoe com a tua Alma!

Atreve-te a ir contra a corrente!

Atreve-te a SERES TU MESMA!!!

Vem ter comigo e juntas podemos trabalhar para fazer desabrochar essa pessoa que está dentro de ti, pronta para sair.

As terapias complementares podem-te ajudar a encontrar o teu equilíbrio e a trabalhar para alcançares a melhor versão de ti mesma.

Vai aqui ver as que tenho disponíveis, e entra em contacto se quiseres trabalhar comigo.

E acredita… Saúda essa Nova Mulher confiante em que te tornaste.

Sem deixares de ser Mulher. Sem deixares de ser Mãe. Aliás, vais ser tudo isto duma forma muito mais intensa e dedicada.

Vamos mudar o arquétipo materno?

 

 

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O arquétipo materno e as mulheres de agora
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4 thoughts on “O arquétipo materno e as mulheres de agora

  • 31/03/2017 at 04:49
    Permalink

    Sê tu. Sê a vida, o ar, o mar, o vento, o sol, a lua, sê tudo isto ao mesmo tempo. E serás mais feliz, mais a tua essência, mais Mãe, mais Mulher. 💜

    Reply
    • 31/03/2017 at 09:20
      Permalink

      É isso mesmo! <3

      Reply
  • 31/03/2017 at 11:00
    Permalink

    Leva tempo, mas chegamos lá <3!!

    Reply
    • 31/03/2017 at 11:27
      Permalink

      Claro que leva tempo, são séculos de conhecimento acumulado no inconsciente colectivo. Mas temos que começar a mudar este paradigma, e só o podemos fazer se o alterarmos nós, dentro de nós! E ao nos alterarmos, vamos “contagiando” a pessoa ao lado, e assim sucessivamente. Leva tempo sim, mas vale a pena! Vamos trabalhar para isso? 🙂

      Reply

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